CBF aprova novas regras para ampliar tempo de bola rolando no Brasileirão

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B aprovaram, nesta segunda-feira (data não informada), um pacote de mudanças na arbitragem com o objetivo de aumentar o tempo efetivo de jogo e reduzir paralisações nas partidas do Campeonato Brasileiro.

As novas diretrizes, que passam a valer já na próxima rodada, foram inspiradas em práticas adotadas na última Copa do Mundo. Entre as alterações estão:

  • limite de tempo para o goleiro manter a bola nas mãos;
  • cronograma mais rígido para cobranças de laterais e tiros de meta;
  • restrições a substituições e atendimentos médicos em campo.

Motivação: tempo baixo de bola em jogo

Levantamento produzido pela CBF com dados da Opta mostrou que, antes da pausa para a Copa, os confrontos da Série A registravam média de apenas 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por partida. O número é inferior ao das principais ligas europeias e da Major League Soccer (MLS). A FIFA considera 60 minutos de ação contínua como parâmetro ideal.

Diferença entre partidas chama atenção

Na rodada mais recente, Flamengo x Vitória liderou o ranking, com 63 minutos e 47 segundos de jogo efetivo sob arbitragem de Wilton Pereira Sampaio. Na outra ponta, Cruzeiro x Mirassol teve apenas 49 minutos e 28 segundos. Veja a classificação completa levantada por José Peralta com estatísticas da Opta Sports:

  1. Flamengo x Vitória – 63:52 – Wilton Pereira Sampaio
  2. Remo x Atlético – 59:50 – Ramon Abatti Abel
  3. Palmeiras x Internacional – 58:51 – Davi Lacerda
  4. Grêmio x Santos – 56:08 – André Luiz Skettino Policarpo Bento
  5. Santos x Athletico – 55:35 – Rafael Klein
  6. Botafogo x Fluminense – 53:33 – Bruno Arleu de Araújo
  7. Coritiba x Chapecoense – 51:27 – João Vitor Gobi
  8. Bahia x Vasco – 51:15 – Rodrigo José Pereira de Lima
  9. Red Bull Bragantino x Corinthians – 50:31 – Raphael Claus
  10. Cruzeiro x Mirassol – 49:28 – Lucas Casagrande

Meta: recuperar minutos perdidos

A CBF estima que, se aplicadas corretamente, as novas medidas podem acrescentar cerca de seis minutos de bola rolando por jogo, aproximando o Brasileirão dos padrões internacionais. Resta saber se clubes, atletas e arbitragem conseguirão manter aplicação uniforme e reduzir a prática da cera.

Com informações de Eu sou Flamengo


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