Diretor do Maracanã comenta investigação sobre ingressos e a considera exagerada
Fred Nantes, diretor-executivo do Maracanã, se pronunciou nesta sexta-feira (11) sobre o inquérito do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que investiga a operação e distribuição de ingressos dos clubes Flamengo e Fluminense no estádio. Nantes afirmou que o Consórcio Fla-Flu continuará a fornecer as informações solicitadas pelo órgão e opinou que a repercussão do caso tem sido exagerada.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa que tinha como tema principal as condições do gramado do Maracanã. Apesar do foco na qualidade do campo, os jornalistas questionaram Nantes sobre a investigação em andamento. Ele garantiu que todas as informações requisitadas já foram ou serão entregues dentro do prazo estipulado. ‘Vamos responder como já fizemos em diversas ocasiões. Todas as informações que pediram serão fornecidas nas vias oficiais’, comentou.
Nantes também minimizou a importância do inquérito, ressaltando a boa relação entre o Consórcio Fla-Flu e o Ministério Público. ‘Acredito que o que está acontecendo é mais uma questão midiática do que outra coisa. Temos uma excelente colaboração com o MP e continuaremos a prestar as informações necessárias’, disse.
A investigação foi iniciada pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ) com o intuito de verificar possíveis discrepâncias entre a capacidade estabelecida para certas áreas do Maracanã e a efetiva distribuição do público durante os jogos. O foco não se limita apenas à venda de ingressos acima da capacidade total do estádio, mas também à ocupação correta dos setores internos durante as partidas.
O MPRJ está avaliando a venda de ingressos e como os torcedores se distribuem nas diferentes áreas do Maracanã, especialmente se os limites de capacidade para cada nível e bloco estão sendo respeitados. Por exemplo, no Setor Norte, os torcedores podem comprar ingressos para um nível específico, mas a circulação entre os anéis superior e inferior pode levar a uma superlotação em determinado nível, mesmo que o total de ingressos vendidos não ultrapasse o limite permitido para o estádio.
Além disso, o Ministério Público requisitou dados sobre vendas, gratuidades, cortesias, ingressos efetivamente utilizados e borderôs das partidas, visando entender melhor a distribuição do público e averiguar possíveis irregularidades na operação dos jogos.
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