Flamengo revê estratégia após perder Almada e Luiz Henrique em meio a freio orçamentário
O Flamengo encerra a primeira metade da janela de transferências com duas tratativas de alto impacto que não avançaram: Thiago Almada, que preferiu o River Plate, e Luiz Henrique, retido no Zenit pelos valores pedidos. A direção agora precisa reorganizar o planejamento para atender às carências indicadas pela comissão técnica antes do fechamento do mercado, em 11 de setembro.
Negociações longas e sem desfecho
A busca por Almada foi o principal foco rubro-negro após a Copa do Mundo. O diretor de futebol José Boto chegou a viajar à Argentina para tentar selar o acordo, mas descartou entrar em “leilão” com o River Plate. Com a escolha do meia pelo clube argentino, semanas de conversas acabaram sem alternativa avançada.
Em seguida, Luiz Henrique se tornou prioridade. O atacante demonstrou interesse em voltar ao Brasil, porém o Zenit manteve a pedida de 30 milhões de euros fixos e mais 5 milhões em bônus, aceitando apenas parcelar o pagamento em até três anos. A operação ultrapassaria o teto financeiro definido internamente, e o Flamengo recuou.
Efeito imediato na Libertadores
Sem novos nomes confirmados, o clube não pôde inscrever reforços nas oitavas de final da Libertadores, etapa em que enfrentará o Cruzeiro — equipe que adicionou seis jogadores ao elenco. Embora o prazo continental para registro já tenha passado, a janela nacional segue aberta até setembro.
Carências apontadas por Leonardo Jardim
Desde o início da temporada, o técnico Leonardo Jardim vem solicitando um meia de criação, um ponta e um centroavante. “Nosso meio-campo ofensivo e mais um ponta seriam interessantes”, repetiu o treinador em diferentes entrevistas, reforçando a necessidade de peças para dividir responsabilidades hoje centralizadas em Arrascaeta e, ocasionalmente, Carrascal.
Pressão sobre a diretoria
As tratativas frustradas aumentaram a cobrança sobre José Boto. Durante a intertemporada em Portugal, o dirigente criticou especulações, mas viu o clube perder Almada para o River e desistir de Luiz Henrique, episódios que intensificaram o questionamento ao departamento de futebol.
Limite financeiro como diretriz
Apesar da pressão de parte da torcida e do discurso ambicioso do presidente Luiz Eduardo Baptista, que falou em capacidade de investimento de até R$ 1 bilhão, a diretoria mantém a ordem de não ultrapassar o orçamento. O caso Luiz Henrique, que poderia chegar a 35 milhões de euros, é citado internamente como exemplo de responsabilidade para evitar compromissos incompatíveis com a realidade do caixa.
Próximos passos
Com dois meses de mercado ainda disponíveis, o Flamengo busca novas alternativas para suprir as posições carentes e evitar que a demora em negociações complexas comprometa novamente o prazo de inscrições.
Com informações de Eu sou Flamengo

Imagem: Internet
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