Gilberto defende Pedro na Seleção e critica novo modelo de base do Flamengo
O ex-lateral esquerdo Gilberto, que já integrou a Seleção Brasileira e trabalhou na estrutura de futebol do Flamengo, saiu em defesa do atacante Pedro para uma futura convocação à Copa do Mundo. O ex-jogador ainda comentou a mudança de rumos nas categorias de base rubro-negras após a troca de gestão no clube.
“Melhor centroavante do país”
Em entrevista, Gilberto classificou Pedro como “o melhor centroavante do país na atualidade” e comparou o camisa 9 ao estilo decisivo de Romário. “Ele tem poucas oportunidades no jogo e mesmo assim consegue marcar. Na minha opinião, deveria vestir a camisa da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo”, afirmou.
O ex-lateral lembrou que o atacante já se destacava quando defendia o Fluminense e, agora, no Flamengo, mantém o poder de definição dentro da área. Ele reconheceu que outros nomes, como Léo Pereira, Danilo e Alex Sandro, também aparecem entre os cotados, mas reiterou que Pedro “corre por fora” e merece espaço na lista final.
Passagem de Gilberto pelo Fla
Gilberto chegou ao clube em 2021, ainda na gestão de Rodolfo Landim, inicialmente como coordenador do Programa de Desenvolvimento Individual (PDI). Na sequência, assumiu o comando da equipe sub-20, função que exerceu por três temporadas. Com a mudança na administração e a entrada de Luiz Eduardo Baptista (Bap) na vice-presidência de futebol, o ex-lateral deixou o cargo.
Críticas à nova diretriz da base
Segundo o ex-dirigente, a reformulação promovida pela nova gestão trouxe demissões e alterou o processo de formação de atletas. “Hoje o Flamengo trabalha mais para formar jogadores do que para ganhar títulos. Acredito que é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo”, opinou. Ele citou a saída de Carlos Noval e a chegada de novos executivos, como Diogo Boto, como marcos dessa virada.
Ascensão mais difícil para jovens
Gilberto ponderou que o fortalecimento financeiro e técnico do elenco principal reduz as chances de garotos da base. “O clube pode ir ao mercado e contratar atletas de alto nível, o que torna a transição mais complicada”, explicou. Entre as exceções recentes, lembrou dos laterais Wesley e Evertton Araújo, além do meia Wallace Yan, que ainda consegue atuar ocasionalmente na equipe profissional.
Base como fonte de receita
O ex-lateral recordou declarações do presidente Bap sobre o uso dos pratas da casa como “moeda de troca” no mercado. Para Gilberto, essa postura deve limitar ainda mais o espaço para jovens formados no Ninho do Urubu. “Cada vez mais as oportunidades vão diminuir”, concluiu.
Com informações de Eu sou Flamengo

Imagem: Internet
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