Jogador do Flamengo é alvo de golpe, mas polícia intervém a tempo
Léo Ortiz, defensor do Flamengo, foi alvo de um grupo que a Polícia Civil investiga por aplicar fraudes em atletas de futebol. Nesta quarta-feira (2), um dos suspeitos foi detido preventivamente em Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, como parte da Operação Falso 9.
Segundo as investigações, Lucas de Oliveira Eduardo, de 29 anos, fazia parte de uma quadrilha que criava perfis falsos em aplicativos de mensagens. O objetivo era contatar jogadores e solicitar transferências financeiras via PIX, supostamente para causas sociais. Em alguns casos, o suspeito usava a identidade e imagem de Luís Castro, atual treinador do Grêmio. A informação foi divulgada pelo portal ‘G1’.
No caso específico de Léo Ortiz, a polícia revelou que o golpista adotou a identidade de outra pessoa que teria relações próximas ao jogador. Até o momento, o nome utilizado na abordagem ainda não foi identificado pelas autoridades.
A intervenção policial evitou que Léo Ortiz sofresse perdas financeiras, já que os agentes estavam monitorando o suspeito e conseguiram alertá-lo antes que qualquer transferência fosse realizada. O cantor MC Hariel também foi uma das vítimas abordadas, mas foi avisado a tempo.
“Conseguimos prevenir que isso se tornasse um golpe contra esses jogadores”, afirmou o delegado Gabriel Lourenço. O homem preso está sendo investigado por estelionato e uso de falsa identidade. A operação também cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade de Itaperuna, com a colaboração das Polícias Civis do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.
As investigações começaram após denúncias de jogadores que relataram abordagens do suspeito. Um dos casos notáveis é o de José Enamorado, atacante colombiano do Grêmio, que transferiu R$ 22 mil ao acreditar estar se comunicando com Luís Castro. O método dos golpistas incluía conquistar a confiança das vítimas antes de solicitar dinheiro para um projeto social de cestas básicas.
Além de Léo Ortiz e José Enamorado, outros jogadores, como Walter Kannemann e Andrés D’Alessandro, também foram alvos do esquema. A polícia identificou outros jogadores e figuras relacionadas a clubes de diferentes estados, além de uma equipe de futebol europeu, como possíveis vítimas das abordagens.
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