Tribunal do Rio revoga nova punição e libera Torcida Jovem do Flamengo
A Quinta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anulou, na noite de quinta-feira (21), a suspensão de dois anos imposta à Torcida Jovem do Flamengo. A decisão foi relatada pela desembargadora Cintia Santarém Cardinali, que acolheu o recurso apresentado pela defesa da organizada.
Motivos da anulação
No entendimento da magistrada, não é possível impor nova penalidade dentro do mesmo processo, pois a torcida já havia cumprido, até 2021, uma sanção anterior de três anos que transitou em julgado. Segundo o acórdão, qualquer punição adicional exigiria abertura de nova ação.
Presença no Maracanã ainda indefinida
A revogação ocorre a dois dias do duelo entre Flamengo e Palmeiras, marcado para este sábado (23), no Maracanã. Apesar da vitória jurídica, a participação da organizada na partida depende de questões operacionais ligadas ao plano de segurança elaborado em conjunto com o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe).
Um dos advogados, Siro Darlan, informou que aguarda contato com o presidente da torcida para repassar orientações e disse não saber se o Bepe já foi oficialmente notificado da decisão.
Posicionamento das entidades
A reportagem buscou o comando do Bepe, mas não obteve resposta. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) confirmou ter sido informada da revogação nesta sexta-feira (22) e lembrou que a reunião de segurança do clássico ocorreu no início da semana.
Antecedentes das punições
A primeira suspensão, já cumprida, decorreu de um episódio registrado em 2015. A penalidade derrubada agora estava ligada a um homicídio de 11 de setembro de 2025, quando o vascaíno Rodrigo José da Silva Santanna foi morto em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio. Na época, o presidente da torcida, Tiago de Souza Câmara Melo, o “Boinha”, e outros sete integrantes foram presos pela Delegacia de Homicídios da Capital.
Críticas da defesa
Para Siro Darlan, a extensão da punição sem novo processo caracterizaria “perseguição” à organizada. O advogado reforçou a necessidade de responsabilização individual em casos de violência, argumentando que a torcida não pode ser penalizada coletivamente por atos isolados.
Não há, até o momento, confirmação oficial sobre a liberação da Torcida Jovem para o jogo deste sábado.
Com informações de Eu sou Flamengo

Imagem: Internet
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