Lula defende proibição das apostas e menciona Flamengo em entrevista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, participou do Flow Podcast na última quinta-feira (1º) e utilizou o Flamengo como referência ao justificar a proibição das casas de apostas no Brasil. A nova medida, que é uma Medida Provisória assinada em 25 de setembro, visa restringir a operação e a publicidade desse setor no país.
Durante a entrevista, Lula argumentou que o futebol brasileiro pode prosperar sem a presença de apostas, citando a história de clubes como o Flamengo, que conquistou títulos antes da popularização desse mercado. “O Brasil foi campeão do mundo sem bet. Flamengo foi campeão em 81 sem bet”, afirmou o presidente.
Ele também comentou sobre a resistência de alguns clubes em relação à proibição, revelando que muitos estavam preocupados com as consequências políticas da medida. “Eu não sabia que deveria agir antes. As coisas têm seu momento certo e essa prática deve acabar”, completou.
A proibição das apostas, conforme a Medida Provisória nº 1.394/2026, foi motivada por preocupações sociais, incluindo o endividamento das famílias. A medida não se limita apenas às apostas tradicionais, mas também abrange jogos online e cassinos virtuais.
O prazo para a retirada voluntária de materiais publicitários relacionados às apostas foi estabelecido para o dia 5 de novembro, e a partir do dia seguinte, sites e aplicativos de apostas deverão ser desativados no Brasil. Apesar disso, torcedores que ainda utilizarem camisas que promovem casas de apostas não serão penalizados.
Durante a entrevista, o apresentador Igor 3K questionou Lula sobre o timing da medida, levando o presidente a explicar que a regulamentação deve ocorrer no momento adequado e que ele duvida que o governo tenha coragem para revogar a proibição. Além disso, expressou ceticismo quanto à disposição do Congresso em analisar a MP dentro do prazo estipulado.
A proibição afetará diretamente muitos clubes da Série A, onde 14 dos 20 times têm contratos com casas de apostas. O Flamengo, por exemplo, já manifestou sua preocupação com o impacto financeiro da proibição, estimando uma perda de cerca de R$ 400 milhões em receitas.
O clube carioca se manifestou judicialmente, pedindo para ser ouvido na ação que discute a constitucionalidade da Medida Provisória, em um esforço para defender seus interesses financeiros e de patrocínio.
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