Ministério Público do Rio suspende torcidas do Flamengo e exige medidas contra violência
As torcidas Raça Rubro-Negra (RRN) e Torcida Jovem do Flamengo (TJF) enfrentam nova suspensão imposta pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) devido a episódios de violência. Ambas as organizadas já foram proibidas de frequentar os estádios em diversas ocasiões no passado, resultando em longos períodos de afastamento.
A suspensão atual ocorre após a TJF ter retornado aos estádios em agosto, após um acordo com as autoridades. Contudo, a situação se deteriorou rapidamente, com relatos de confrontos entre torcedores durante jogos recentes, incluindo um embate entre Flamengo e Cruzeiro.
O promotor Márcio Almeida, que coordena o Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST), enfatizou a necessidade de que as torcidas mostrem um compromisso real para evitar futuros conflitos. ‘Eles precisam demonstrar que desejam mudar. Não é aceitável que a disposição seja para a violência’, declarou.
Com base em informações do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE), o MPRJ decidiu suspender a presença das duas organizadas por dois jogos no Maracanã: contra o Botafogo e Mirassol. O objetivo é forçar uma reflexão sobre o comportamento dos torcedores, com Almeida alertando que novas medidas mais rigorosas poderão ser tomadas se a situação não melhorar.
A Raça Rubro-Negra, que retornou aos estádios há mais de um ano sem registros de incidentes, decidiu não comparecer ao jogo para evitar problemas com a TJF. Essa última, após ser reintegrada, já enfrentou novas punições por tumultos recentes.
O MPRJ também estuda a possibilidade de aplicar punições mais severas se os episódios de violência persistirem, com Almeida lembrando que o Flamengo conquistou títulos sem a presença das torcidas nas arquibancadas, o que demonstra que os clubes podem seguir em frente mesmo diante da ausência dos torcedores.
Além disso, o promotor rejeitou a ideia de torcida única, destacando a importância de manter a rivalidade, mas de forma pacífica. Medidas para controlar a presença de torcedores problemáticos e garantir a segurança nos estádios continuam sendo uma prioridade para as autoridades.
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