Presidente do Santa Cruz critica modelo de gestão do Flamengo em discussão sobre SAF
O Santa Cruz, tradicional clube de Pernambuco e atualmente na terceira divisão do futebol brasileiro, está em fase avançada para se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O presidente da equipe, Bruno Rodrigues, é um dos principais apoiadores dessa mudança e usou o Flamengo como exemplo para sustentar sua argumentação.
Durante uma entrevista à Rádio Jornal, Bruno Rodrigues fez menção ao presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, e lançou uma crítica relacionada às receitas do clube carioca. Ele afirmou: “Sempre defendi a SAF de forma contundente. No Brasil, hoje, os únicos clubes que se sustentam são Flamengo e Palmeiras. Recentemente, em uma entrevista, disseram que o presidente do Flamengo não iria gostar da minha opinião, pois ele alega que o clube se mantém sem a SAF. Respeito essa visão, mas administrar o Flamengo com R$ 2 bilhões de receita anual é relativamente fácil, com todo respeito”.
O Santa Cruz está próximo de oficializar a transição para o modelo de SAF, com o empresário norte-americano Paraj Tyle como potencial investidor. Tyle também é acionista do Portland Trail Blazers, equipe da NBA. A proposta prevê um investimento de R$ 1 bilhão ao longo de 15 anos, já aprovada pelo Conselho Deliberativo do clube.
Bruno Rodrigues também abordou as experiências negativas anteriores de SAFs em clubes de Minas Gerais, ressaltando a importância de aprender com essas falhas. “A SAF está em um estágio avançado. Não quero relembrar os problemas enfrentados no ano passado com as SAFs mineiras, que foram desastrosas. Contudo, acredito que agora estamos no caminho certo”, declarou.
Atualmente, o Santa Cruz está próximo do acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, liderando o quadrangular decisivo da terceira divisão, com nove pontos em três partidas. O clube precisa de pelo menos um empate em seu próximo jogo contra o Floresta-CE, que ocorrerá neste sábado (26) em Fortaleza.
Por outro lado, o presidente Bap reafirmou sua posição contrária à transformação do Flamengo em SAF em declarações recentes, defendendo a profissionalização da administração dentro do modelo associativo tradicional do clube, sem a venda de qualquer percentual do departamento de futebol. Essa postura foi enfatizada durante sua campanha eleitoral para a presidência do Flamengo, que ocorrerá no final de 2024.
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