Presidente do Vasco busca na Justiça a realização de jogo contra Boca Juniors no Maracanã
O presidente do Vasco, Pedrinho, anunciou nesta quarta-feira (30) sua intenção de recorrer ao sistema judiciário para assegurar que o Maracanã seja o local do jogo de volta contra o Boca Juniors (ARG), que ocorrerá no dia 20 de outubro, válido pela semifinal da Copa Sul-Americana.
A decisão de Pedrinho surge após uma nova negativa do Consórcio Maracanã, que é gerido por Flamengo e Fluminense, e que administra o estádio sob concessão do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O presidente do Vasco afirmou que a situação será levada aos tribunais.
Embora tenha essa opção em mente, o Maracanã não é a prioridade para o clube cruz-maltino. Em entrevista à CazéTV, Pedrinho reiterou que prefere que a partida aconteça em São Januário. Para isso, ele está disposto a destinar 4 mil dos cerca de 20 mil ingressos disponíveis aos torcedores argentinos.
“Vou judicializar o Maracanã, mesmo assim, minha prioridade é o São Januário, mesmo com a possibilidade de quatro mil ingressos para visitantes. Se houver a possibilidade de negativa de São Januário, então levarei o caso ao Judiciário”, declarou o dirigente.
Na mesma conversa, Pedrinho detalhou a ordem de preferência do Vasco para o local do jogo: São Januário é a primeira escolha, seguido pelo Maracanã, enquanto o Estádio Nilton Santos, do Botafogo, é visto como a última alternativa.
A dificuldade em utilizar São Januário se dá devido às regras da Conmebol, que exige estádios com capacidade mínima de 30 mil espectadores nas semifinais. Como o estádio do Vasco não atende a esse requisito, uma autorização excepcional da entidade seria necessária.
Além disso, o regulamento estipula que o mandante deve disponibilizar pelo menos 4 mil ingressos para a torcida visitante, enquanto a capacidade usual para visitantes em São Januário é de apenas 2 mil lugares.
Para contornar essa situação, Pedrinho tem mantido negociações com os órgãos de segurança pública para aumentar a capacidade destinada aos torcedores do Boca Juniors. Na última sexta-feira (25), ele já havia solicitado maior flexibilidade à Conmebol, destacando sua boa relação com Juan Román Riquelme, presidente do Boca.
O Estádio Nilton Santos também apresenta desafios, pois a equipe argentina manifestou a preferência de não jogar em um gramado sintético, tornando sua utilização menos viável.
A recusa do pedido do Vasco para utilizar o Maracanã foi feita novamente pelo consórcio na segunda-feira (28), alegando um número elevado de jogos que comprometeria a condição do gramado. O estádio já havia recebido 58 partidas até o final de setembro, e a administração está preocupada com o estado do campo após receber uma partida da NFL.
O consórcio também já havia negado pedidos anteriores do Vasco para jogos contra Vitória e Palmeiras, indicando que a recusa para o confronto contra o Boca não foi uma surpresa. O clube acredita ter direitos garantidos por um acordo prévio.
O calendário do Maracanã também é um fator decisivo, já que Flamengo e Fluminense têm partidas programadas logo após a data do jogo do Vasco. Caso o jogo ocorra no dia 20 de outubro, o estádio teria apenas dois dias para se recuperar para o próximo confronto do Flamengo, aumentando as preocupações sobre o estado do gramado.
O Vasco tem até o dia 10 de outubro para definir oficialmente o local do jogo, conforme estipulado no regulamento, e pode precisar de uma decisão judicial ou autorização da Conmebol para isso. O primeiro jogo da semifinal está agendado para 13 de outubro, na Bombonera, em Buenos Aires.
Na outra semifinal da Copa Sul-Americana, Atlético-MG e Montevideo City Torque (URU) disputam a segunda vaga na final da competição.
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