Superação marca trajetória de Léo Pereira até a liderança no Flamengo e chegada à Seleção

Incêndio em casa, separação dos pais e responsabilidade precoce pelas duas irmãs autistas. Foi nesse cenário, aos 12 anos, que Léo Pereira iniciou a jornada que o levaria de Curitiba ao protagonismo no Flamengo e à convocação para a Seleção Brasileira.

Primeiros passos após a tragédia

Depois que o fogo destruiu a residência familiar no bairro Novo Mundo, em Curitiba, o zagueiro passou a viver no alojamento do Trieste, clube amador da capital paranaense. A mudança ofereceu alimentação, quarto próprio e acompanhamento pedagógico, fatores que permitiram a retomada dos estudos e dos treinos.

No Trieste, Léo começou como meia-atacante. O crescimento físico reduziu a mobilidade na frente, e a comissão técnica o recuou para a zaga, posição onde manteve a qualidade de passe. Aos 14 anos, despertou interesse dos três grandes clubes de Curitiba e optou pelo Athletico.

Altos e baixos no Athletico

Contratado pelo Athletico, enfrentou períodos de instabilidade que resultaram em empréstimos a Guaratinguetá, Náutico e Orlando City (EUA). De volta em 2018, ganhou espaço no time sub-23 de Tiago Nunes, subiu para a equipe principal e participou das conquistas da Copa Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019.

Em 2020, o Flamengo pagou 7 milhões de euros pelo defensor.

Ascensão no Rubro-Negro

No clube carioca, Léo Pereira superou críticas iniciais, tornou-se titular e uma das lideranças do elenco. Em 2023, o Al-Nassr, da Arábia Saudita, ofereceu 15 milhões de dólares (cerca de R$ 74 milhões) pelo atleta; há menos de duas semanas, o Besiktas, da Turquia, tentou contratá-lo por 10 milhões de euros (aproximadamente R$ 58,8 milhões). O Flamengo recusou ambas as propostas.

Convocação e trabalho mental

A estabilidade no clube coincidiu com a meta de chegar à Seleção. Há dez meses, o jogador iniciou acompanhamento com o coach esportivo Carlos Bertoldi para potencializar aspectos mentais. Convocado para a última Copa, não entrou em campo, mas mantém o objetivo de nova chance nos próximos quatro anos.

Vida fora das quatro linhas

O empresário e amigo Ricardo Scheidt, que chama o zagueiro de “Bubs”, conta que o atleta é fã de futevôlei e videogames dos anos 1990. Já planeja o futuro: quando se despedir dos gramados, pretende jogar uma temporada como atacante, posição onde tudo começou.

Hoje com 30 anos, Léo Pereira coleciona títulos, estabilidade financeira e o desejo de seguir no Flamengo para ampliar conquistas enquanto persegue lugar definitivo na Seleção.

Com informações de Eu sou Flamengo


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