Flamengo mantém esquema de Leonardo Jardim, mas nota queda defensiva após título carioca
Três meses e 16 dias depois de erguer o 40º Campeonato Carioca, em 8 de março, o Flamengo apresenta cenários distintos em competições nacionais e internacionais. A equipe de Leonardo Jardim preserva o 4-2-3-1 baseado em posse de bola e pressão alta, porém perdeu parte da solidez mostrada no Estadual.
Esquema tático inalterado
Desde a chegada de Jardim, o desenho com dois volantes, três meias e um atacante continua a guiar o time. A exigência de marcação adiantada e intensidade na recuperação da bola segue como marca registrada do treinador português.
Defesa exposta no Brasileiro
Quando o nível dos adversários subiu, a consistência defensiva caiu. O exemplo mais claro foi a derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, em 23 de maio, no Allianz Parque. Antes da pausa para a Copa do Mundo, o clube paulista liderava o Brasileirão com 41 pontos, sete a mais que o Rubro-Negro, segundo colocado com 34.
Ausência de Arrascaeta pesa
Peça-chave no esquema, Giorgian De Arrascaeta lesionou a panturrilha no início de junho e, embora tenha viajado com o Uruguai para a Copa, não atuou na estreia da seleção. Sem o meia, o Flamengo perdeu criatividade e passou a depender mais de Pedro, que assumiu protagonismo: segundo Leonardo Jardim, o camisa 9 alcançou números próximos aos de Gabriel entre os maiores artilheiros do século no clube.
Rossi mantém respaldo interno
Herói na final carioca ao defender duas penalidades, o goleiro Agustín Rossi continua prestigiado pese algumas falhas após o Estadual. A comissão técnica reforça publicamente a confiança no argentino.
Plata amplia opções no ataque
Contratado depois do Carioca, Gonzalo Plata vem sendo preparado para diversificar o repertório ofensivo, iniciativa que indica leitura de limitações identificadas na campanha estadual.
Campanha sólida na Libertadores
No torneio continental, o Flamengo garantiu com antecedência a liderança do Grupo A ao somar 16 pontos, classificando-se às oitavas antes da última rodada. O desempenho reforça que o modelo de Jardim rende melhor diante de rivais com blocos táticos previsíveis.
Rodízio para enfrentar o calendário
Com Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil simultâneos, Jardim aumentou o rodízio do elenco para controlar a carga física — prática pouco utilizada no Carioca. A administração do grupo tornou-se prioridade na tentativa de manter competitividade em todas as frentes.
Enquanto busca reduzir a diferença para o Palmeiras no campeonato nacional, o Flamengo sustenta identidade tática, observa evolução individual de alguns jogadores e trabalha para corrigir fragilidades defensivas expostas na temporada.
Com informações de Eu sou Flamengo

Imagem: Gilvan de Souza
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